As seis perguntas acima são a "Parte A" da ASRS v1.1, a escala de autorrelato para TDAH em adultos publicada pela OMS, o mesmo formulário que psiquiatras usam na primeira consulta.
O que o teste de TDAH mede?
Mede com que frequência, nos últimos seis meses, apareceram seis comportamentos ligados a desatenção, inquietação e dificuldade de terminar o que começou. Em 2005, a equipe de Ronald Kessler mostrou que essas seis perguntas, escolhidas entre as dezoito da escala completa, rastreiam TDAH em adultos melhor do que a versão longa.
O teste não pergunta sobre a infância, não mede quanto isso atrapalha a sua vida e não descarta outras explicações. Por isso é um rastreio, não um diagnóstico.
Como ler o resultado?
Existem duas leituras aceitas, e a página mostra as duas. A regra impressa no formulário conta respostas acima de um limiar: quatro ou mais é rastreio positivo. A leitura mais recente soma pontos de 0 a 24, com corte em 14. Quase sempre concordam; quando divergem, você está perto da linha.
Regra das 4 respostas
Nas três primeiras perguntas, a resposta conta a partir de "algumas vezes"; nas três últimas, a partir de "frequentemente". Quatro ou mais acima do limiar significam "sintomas altamente compatíveis com TDAH em adultos", nas palavras da própria escala.
Soma de 0 a 24
Cada resposta vale de 0 (nunca) a 4 (muito frequentemente). A Harvard publicou essa leitura como mais estável, com faixas: 0–9 negativo, 10–13 negativo próximo do limiar, 14–17 positivo, 18–24 positivo alto.
O que o teste NÃO diz?
Não diz que você tem TDAH, e não diz que você não tem. Ele foi desenhado para errar pouco com quem não tem o transtorno e aceita deixar passar uma parte de quem tem. Os números vêm do estudo original, numa amostra da população americana.
68,7%
99,5%
0
A explicação completa da escala (origem, validação brasileira, o que fazer com um positivo e com um negativo) está no artigo teste de TDAH.
Perguntas frequentes
O teste de TDAH online é confiável?
Este sim, dentro do que ele promete. O ASRS v1.1 foi criado pela OMS com pesquisadores de Harvard e é um rastreio validado: acerta muito bem quem não tem TDAH (especificidade de 99,5%) e deixa passar cerca de 1 em 3 adultos que têm (sensibilidade de 68,7%). Ele indica se vale investigar, não se você tem o transtorno.
Quantos pontos no ASRS indicam TDAH?
Pela regra oficial do formulário, 4 ou mais respostas acima do limiar nas 6 perguntas indicam sintomas altamente compatíveis com TDAH em adultos. Pela soma de 0 a 24, o corte é 14. Nenhuma das duas leituras é diagnóstico; as duas são o sinal para procurar uma avaliação.
Deu positivo. Eu tenho TDAH?
Não necessariamente. Ansiedade, depressão, sono ruim e sobrecarga produzem respostas parecidas, e em amostras da população geral o rastreio aponta muito mais gente do que a prevalência real. Positivo quer dizer que há motivo para conversar com um psiquiatra ou neurologista, não que está confirmado.
Deu negativo. Posso ter TDAH mesmo assim?
Pode. O rastreio deixa passar cerca de um terço dos adultos com TDAH. Se as dificuldades com atenção, organização e impulsividade são antigas, persistentes e atrapalham sua vida, isso basta para procurar um profissional, independentemente da pontuação.
O que acontece com as minhas respostas?
Nada sai do seu navegador. O cálculo é feito na própria página, nenhuma resposta é enviada para servidor e nada fica guardado depois que você fecha a aba, a não ser que você escolha mandar o resultado para o WhatsApp.